E ali estava ele, sozinho e longe de casa. Ainda era tarde, e os carros já estavam com os faróis acesos. Havia chovido, mas o céu já estava azul novamente. Ele estava parado no meio da estrada, próximo à calçada. Sentia o vento que os carros faziam, passando rente ao seu corpo, e se olhava no reflexo que a água da poça da chuva formara.

Decidiu pegar um ônibus com destino à lugar nenhum. Sentou-se no ultimo banco e começou a escrever seu próprio nome no vidro embaçado. A cada traço que seu dedo fazia, uma lagrima caia de seus olhos. Ele já não sabia mais quem era, nem se seu nome era mesmo aquele. Enlouquecia por casa pensamento que tinha.

Saltou do ônibus sem saber onde estava, desesperado. Andou nos lugares mais sórdidos daquela cidade, com as gotas da chuva que havia tomado ainda escorrendo pelo seu corpo. Tremia de frio quando o vento batia. Se sentia um fracassado.
Começou a andar rápido, como se estivesse fugindo de algo. Seus olhos não enxergavam mais nada. Estavam embaçadas de tanto chorar. (...)

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